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Percurso Decisores · Módulo 06 · 13 minutos

Privacidade e RGPD na prática

Os dados dos clientes são um ativo de confiança.

O RGPD já obriga, com ou sem IA. A IA amplia o risco, porque é fácil enviar dados de clientes para fora da empresa sem pensar.

Quatro ideias que cobrem quase todos os casos

IdeiaNa prática
Base legal e finalidadeDados pessoais só se tratam com base legal e para o fim comunicado. Colá-los numa IA aberta «para despachar» pode sair dessa finalidade.
Para onde vão os dadosFerramentas gratuitas podem guardar e treinar com o que recebem. Prefira versões que não treinam e com contrato de tratamento de dados.
Minimização e minimização de dadosDê à IA só o indispensável e retire nomes, contactos e identificadores.
Direitos dos titularesO cliente pode pedir acesso ou apagamento. É difícil cumprir se os dados entraram num modelo de terceiros.

Três decisões de gestão

  1. Ferramentas com garantias: versões empresariais com contrato de tratamento; nada de versões gratuitas com dados pessoais.
  2. Minimização por regra: reduzir os dados antes, sempre que possível.
  3. Rasto e resposta: saber onde estão os dados e quem responde a pedidos.

Este módulo apresenta boas práticas. Casos concretos podem exigir aconselhamento jurídico.

Retirar o nome não basta

Trocar um nome por «Cliente A» pode reduzir o risco, mas o restante contexto pode continuar a identificar a pessoa. Isso não garante anonimização. Dados pseudonimizados continuam sujeitos ao RGPD. Para os exercícios deste curso, use situações fictícias.

As garantias dependem do contrato, das configurações e dos acessos da ferramenta, e não apenas de ser gratuita ou paga. Verifique finalidade, conservação, treino, subcontratação e transferências de dados antes de autorizar um uso.