Base comum · Módulo 02 · 12 minutos
O que é a IA generativa e de onde vem
A IA que cria.
A informática que conhece serve sobretudo para organizar e prever: uma folha de cálculo soma, um programa de faturação ordena, um modelo estatístico projeta vendas. A IA generativa faz algo diferente: cria coisas novas. Escreve um texto, redige uma proposta, resume um contrato, desenha um rótulo, gera variações de um produto.
Aprendeu com uma quantidade enorme de exemplos e, a partir deles, produz conteúdo original. Pede-se em português corrente: «resume este documento em cinco pontos», «escreve um email a agradecer a este cliente».
Cria e classifica: dois tipos que se completam
| IA que classifica | IA que cria |
|---|---|
| Prevê que clientes vão atrasar pagamentos | Escreve o lembrete adequado a cada um |
| Deteta uma fatura fora do padrão | Explica a anomalia num parágrafo |
| Separa pedidos por tipo | Prepara a resposta a cada pedido |
Uma diz quem ou o quê. A outra trata do conteúdo. Num caso real que acompanhámos, um grupo de transportes, as duas funcionam juntas na tesouraria.
De onde vem
| Época | Marco |
|---|---|
| Anos 1950 | Primeiras redes neuronais, programas inspirados no cérebro |
| Anos 1960 | ELIZA, um dos primeiros programas a conversar com pessoas |
| Anos 1970–80 | Novos métodos para treinar redes neuronais |
| 2014 | Redes generativas adversariais: uma etapa na geração de imagens |
| Hoje | Assistentes acessíveis a qualquer pessoa, num navegador |
A IA resulta de décadas de investigação. A acessibilidade atual permite experimentar em tarefas pequenas, mas a utilidade deve ser avaliada em cada processo.